giovedì 10 ottobre 2013

I SERMONI IN FRANCESE DI MONSIGNOR LEFEBVRE...


« … Rome a perdu la foi, mes chers amis. Rome est dans l’apostasie. Ce ne sont pas des paroles, ce ne sont pas des mots en l’air que je vous dis. C’est la vérité. Rome est dans l’apostasie. On ne peut plus avoir confiance dans ce monde-là, Il a quitté l’Église, Ils ont quitté l’Église, Ils quittent l’Église. C’est sûr, sûr, sûr » (…) 
  Les sermons
de
Monseigneur Marcel Lefebvre
Fondateur de la FSSPX

Supérieur Général de 1970 à 1982.
Marcel Lefebvre est né le 29 novembre 1905 dans une famille d'industriels du Nord de la France. Après ses études secondaires, il rejoint son frère aîné au séminaire français de Rome en octobre 1923. Mgr Lefebvre gardera toujours une grande estime pour le directeur du séminaire français le Père Henri Le Floch qui lui fit aimer et révérer l'enseignement des papes. Le Père expliquait avec force les grandes encycliques dirigées contre les erreurs modernes telles que le libéralisme, le modernisme ou le communisme. Le 21 septembre 1929, Marcel Lefebvre est ordonné prêtre par Mgr Liénart à Lille.
Il revient ensuite à Rome pour préparer son doctorat en théologie, tout en faisant office de grand cérémoniaire au séminaire. Déjà titulaire d'un doctorat en philosophie, il obtient le doctorat de théologie le 2 juillet 1930.
De 1930 à 1931, il est vicaire dans une banlieue ouvrière de Lille attendant la permission de son évêque d'entrer chez les Pères du Saint-Esprit (Congrégation missionnaire).
Le 1er septembre 1931, il commence son noviciat Ayant émis sa profession religieuse le 8 septembre 1932, le 12 novembre de la même année il s'embarque pour Libreville (Gabon) où il est nommé professeur au séminaire, poste qu'il occupera jusqu'en 1934, date à laquelle il se verra confier la responsabilité de directeur jusqu'en 1938. A cette date, souffrant de paludisme et absolument épuisé, il est envoyé « se reposer en brousse ».
De 1938 à 1945, le Père Marcel est supérieur de diverses missions au Gabon. Il y montre un grand sens de l'organisation, et se révèle excellent administrateur, attentif à moderniser les installations pour faciliter la tâche de tous : il fait ainsi installer groupes électrogènes, machines, eau courante.
En octobre 1945 il est rappelé en France et se voit confier le scolasticat de philosophie des spiritains à Mortain (Manche). Il s'applique à relever la maison de ses ruines - elle avait souffert de la guerre - et à former ses séminaristes selon l'enseignement des papes.
Le 25 juin 1947, il apprend qu'il est nommé vicaire apostolique de Dakar, et le jeudi 18 septembre 1947, il est sacré évêque.
En 1948, Pie XII le nomme délégué apostolique pour l'Afrique noire francophone, c'est-à-dire l'équivalent d'un nonce apostolique. En outre, le délégué devant avoir le rang d'archevêque, Mgr Lefebvre était nommé archevêque titulaire d'Arcadiopolis in Europa. Il était représentant du pape dans un diocèse, 26 vicariats et 17 préfectures apostoliques, sur un territoire s'étendant du Maroc et du Sahara à Madagascar et à la Réunion en passant par l'AOF, le Cameroun français, l'AEF et la Somalie, soit une population catholique de plus de deux millions de fidèles...


martedì 16 luglio 2013

MONSIGNOR LEFEBVRE: "UN PO' DI STORIA DELLA MIA LUNGA STORIA"...

Fonte: Campograndecatolica...

Chiediamo se qualcuno fosse in grado di tradurre la conferenza in italiano... 
 
* Tourcoing, 29 de Novembro de 1905
+ Martigny, 25 de março de 1991

A PEQUENA HISTÓRIA DA MINHA LONGA HISTÓRIA

Vida de S.E.R. Dom Marcel Lefebvre contada por ele mesmo em forma de palestras na Abadia São Miguel.

Estas conferências foram proferidas por Sua Excelência Monsenhor Marcel Lefebvre na Abadia São Miguel nos dias 07, 08 e 12 de fevereiro de 1990.
A fim de preservar, nestas conferências, seu caráter próprio e pessoal, o estilo falado foi conservado, exceto algumas correções: os títulos e subtítulos são da redação.



Prólogo

Perguntaram-me se poderia dar conferências às Irmãs. Oh! Se elas me pedem, eu lhes darei a pequena história da minha longa história. Eu lhes falaria um pouco daquilo que o Bom Deus fez por mim durante minha existência, com toda simplicidade.

Pensei como intitular essas conferências e achei que seria: “Os rumos da Providência no curso da minha vida e como é bom se entregar totalmente a Ela para agradar ao Bom Deus”. “Ut placeat tibi Domine Deus”. Esta é a prece que lemos no ofertório : “Nós Vos oferecemos este sacrifício”, nosso sacrifício em união com o Vosso para que ele vos agrade. “Ut placeat tibi Domine Deus”. Reconheço que meus oitenta ou oitenta e dois anos de vida consciente, - porque não falo muito dos anos da infância -, me ensinaram justamente a seguir a Providência, a buscar nas circunstâncias, nos acontecimentos da vida, qual é a vontade do Bom Deus, para tentar segui-la.

A infância


Família Lefebvre
Passamos alguns anos de vida tranqüila em família, com nossos pais cristãos, profundamente cristãos. É verdade que a igreja paroquial não era longe, cinco minutos a pé. Todas as manhãs, meus pais lá chegavam cedo para comungar, e assistir à Missa quando podiam. Naquele tempo, na paróquia, um padre dava a comunhão a cada quarto de hora, de cinco e quinze da manhã até nove horas, creio. Era o costume daquele tempo, porque muitas pessoas iam para o trabalho e não tinham tempo de ficar para a Missa. Chegando, pois, à igreja alguns minutos antes do quarto de hora, ficava-se seguro de poder comungar. Alguns minutos para se preparar, outros tantos depois de comungar, e partia-se para o trabalho. Habitualmente, meus pais assistiam à Santa Missa, senão iam ao menos comungar.

Observando as leis de Deus, começaram por ter cinco filhos, ano a ano, depois três outros mais tarde. Três em 1903, 1904, 1905, os três primeiros (René em 1903, Jeanne em 1904 e Mons. Marcel Lefebvre em 1905 – Nota do Editor); depois, em 1907, minha irmã Marie-Gabriel, em 1908 minha irmã Marie-Christiane, e, em 1914, bem às vésperas da guerra, Joseph. Depois, os dois outros após a guerra.

Vivemos felizes durante esses anos que precederam a guerra. Meus pais se casaram em 1902, eu nasci em 1905. Tinha, portanto, nove anos quando a guerra foi declarada.

A ambiência da vida no norte


A ambiência da vida no Norte era uma ambiência de trabalho. O trabalho é a usina que comanda tudo. Todos vão ao trabalho: patrão, empregado, operário; uns às seis da manhã, outros às sete e meia. O operário permanece no serviço até a batida do sino, e o patrão, algumas vezes até às nove ou dez horas da noite. E isso todos os dias, todos os dias.

Fábrica de tecidos: às cinco e meia – seis horas da manhã ouvia-se os teares começarem a funcionar. As chaminés começavam a soltar fumaça, porque tudo era alimentado a carvão; ainda não havia eletricidade. Era a vida regular, um tanto quanto monótona. Geralmente, o tempo está coberto, naquela região, um pouco cinzento, e isso não convida ninguém a passear. Por isso as pessoas amam o trabalho e ficariam infelizes se não pudessem trabalhar. Penso um pouco na Suíça alemã: é a mesma coisa – não vá me desdizer. Quando visitei Ibach na região de Schwytz, havia uma senhora, Mme Elsener, boa pessoa, que tinha uma metalúrgica, cutelaria. Ela empregava mil operários, se me faz o favor! Não é um pequeno negócio. Quando seu marido morreu, foi ela que virou patroa, passou a dirigir a fábrica com seus filhos. Todos eles trabalhavam: as moças no escritório, os rapazes na fábrica. Ela também trabalhava, de manhã à noite, e me dizia na sua simplicidade: “Você sabe, nossos operários ficam tristes nos Domingos, porque não podem ir trabalhar na fábrica… assim é a vida”.

martedì 9 aprile 2013

Marcel Lefebvre: "IL VATICANO II È IL 1789 NELLA CHIESA"...


L'accostamento che ho fatto tra la crisi della Chiesa e la Rivoluzione francese non è una semplice metafora. Siamo veramente in raccordo continuo coi filosofi del XVIII secolo e con lo sconvolgimento portato dalle loro idee nel mondo. Coloro che hanno iniettato alla Chiesa questo veleno lo riconoscono per primi. Il cardinale Suenens esclamava: «Il Vaticano II è l'89 della Chiesa» ed aggiungeva, fra le altre sue dichiarazioni prive di precauzioni oratorie: «Non si comprende nulla della rivoluzione francese o russa se si ignora l'antico regime al quale hanno messo fine... Allo stesso modo, in materia ecclesiastica, una reazione non si può giudicare se non in rapporto allo stato di cose vigente in precedenza». Quello che precedeva ed egli considerava andasse abolito, è il meraviglioso edificio gerarchico che ha alla sommità il Papa, vicario di Gesù in terra: «Il Concilio Vaticano Il ha segnato la fine di un'epoca; e per poco che si vada ancora indietro, ha segnato anche la fine d'una serie di epoche, la fine di un'era»:
Il padre Congar, uno degli artigiani delle riforme, non parlava diversamente: «La Chiesa ha fatto, pacificamente, la sua rivoluzione d'ottobre». Pienamente consapevole notava: «La dichiarazione sulla libertà religiosa dice materialmente il contrario del Sillabo». Potrei citare una quantità di testimonianze del genere. Nel 1976 il padre Gélineau, uno dei capofila del Centro Nazionale per la pastorale liturgica, non lasciava alcuna illusione a coloro che volevano vedere nel Novus Ordo qualcosa di effettivamente un po' diverso dal rito universalmente celebrato fino ad allora, ma nulla di fondamentalmente traumatico: «La riforma decisa dal secondo Concilio del Vaticano ha dato il segnale del disgelo. Intere muraglie crollano... Non ci si inganni: in proposito tradurre non significa dire le stesse cose con altre parole. Vuol dire cambiare la forma... Se le forme cambiano, il rito cambia. Se un elemento viene cambiato, l'insieme risulta modificato... Occorre dirlo senza ambagi: il rito romano come noi l'abbiamo conosciuto non esiste più, è distrutto» (1).
I cattolici liberali hanno veramente instaurato uno stato rivoluzionario. Ecco cosa leggiamo in un libro d'uno di loro, il senatore del Doubs, M. Prelot: «Abbiamo combattuto sull'arco d'un secolo e mezzo per far prevalere le nostre opinioni all'interno della Chiesa e non ci siamo riusciti. Infine è venuto il Vaticano Il e abbiamo trionfato. Oramai le tesi e i principi del cattolicesimo liberale sono definitivamente e ufficialmente accettati dalla Santa Chiesa» (2).
È per la via traversa di questo cattolicesimo liberale che si è introdotta la Rivoluzione; col pretesto del pacifismo, della fraternità universale. Gli errori e le falsità principali dell'uomo moderno sono entrati nella Chiesa e hanno contaminato il clero, grazie a papi essi pure liberali, e con il favore del Vaticano II.
Siccome viene un momento in cui occorre saper rimettere le cose a posto, ricorderò che io non ero contrario al raduno d'un concilio ecumenico nel 1962 ma l'ho accolto con una grande speranza. A testimoniarlo, oggi, esiste una lettera che indirizzai nel 1963 ai padri di Saint-Esprit e che è stata pubblicata in una mia opera precedente (3). Scrivevo: «Diciamo, senza esitazione, che alcune riforme liturgiche sono necessarie e che è auspicabile che il Concilio continui su questa via». Riconosco che un rinnovamento s'imponeva, proprio per mettere fine a una certa sclerosi derivante dal fossato creatosi fra la preghiera, confinata entro i luoghi di culto, e l'azione, la scuola, la professione, la città.
Nominato dal Papa membro della commissione centrale preparatoria, ho partecipato ai lavori con assiduità ed entusiasmo per l'intera sua durata di due anni. La commissione centrale era incaricata di verificare e di esaminare tutti gli schemi preparatori che provenivano dalle commissioni specializzate. Avevo quindi un buon posto per sapere ciò che era stato fatto, ciò che doveva essere esaminato e ciò che doveva essere presentato all'assemblea. Questo lavoro veniva svolto con molta coscienza e precisione. Ho ancora i settantadue schemi preparatori nei quali la dottrina della Chiesa è perfettamente ortodossa e risultava sì adattata in certo modo alla nostra epoca, ma con molta misura e saggezza.
Tutto era pronto per la data annunziata e l'11 ottobre 1962 i padri prendevano posto nella navata della basilica di S. Pietro a Roma. Ma successe un fatto che non era stato previsto dalla Santa Sede: il Concilio, fin dai primi giorni, fu investito dalle forze progressiste. Noi l'abbiamo provato, sentito, e quando dico «noi» intendo la maggioranza dei padri del Concilio presenti in quel momento.
Abbiamo avuto l'impressione che stesse accadendo qualcosa di anormale, e questa impressione ebbe rapida conferma: quindici giorni dopo la seduta di apertura non sopravviveva più neppure uno dei settantadue schemi. Tutto era stato rinviato, respinto, cestinato.
L'operazione andò così. Nel regolamento del Concilio era previsto che occorressero i due terzi dei voti per respingere uno schema preparatorio. Ora, quando si procedette al voto, si ebbe il sessanta per cento contro gli schemi e il quaranta a favore. Di conseguenza gli oppositori non avevano ottenuto i due terzi, per cui normalmente il Concilio avrebbe dovuto svolgersi partendo dai lavori preparatori. Sennonché, allora si mise in luce una potente organizzazione creata dai cardinali delle rive del Reno , con un segretariato perfettamente efficiente. Andarono da papa Giovanni XXIII e gli dissero: «È inammissibile, Santissimo Padre, che ci vogliano far studiare degli schemi che non hanno avuto la maggioranza». Ed ebbero causa vinta: l'immenso lavoro compiuto fu messo nel dimenticatoio, l'assemblea si ritrovò a mani vuote, senza nessuna preparazione. Quale presidente di consiglio d'amministrazione, per piccola che sia la sua società, accetterebbe di affrontare una seduta senza ordine del giorno, senza documenti base? Eppure il Concilio è iniziato così.
Poi ci fu la questione delle commissioni conciliari da nominare. Problema arduo: immaginatevi dei vescovi che giungevano da tutti i paesi del mondo e si ritrovavano improvvisamente insieme nell'aula. Per la maggior parte non si conoscevano, conoscevano appena tre o quattro colleghi e qualcun altro di fama su 2.400 presenti. Come potevano sapere quali fossero i padri più adatti a far parte della commissione del sacerdozio, della li¬turgia, del diritto canonico, ecc.?

martedì 26 febbraio 2013

INTERVISTA A MONSIGNOR LEFEBVRE, che molti nella Fraternità hanno scordato...

Intervista proibita a Mons. Lefebvre

Introduzione: La seguente intervista con l'Arcivescovo sarebbe stata pubblicata nel 1978 dalla Catholic Press se la Conferenza Americana dei Vescovi cattolici non avesse minacciato l'editore della pubblicazione con scomunica e l'estinzione virtuale della pubblicazione stessa se l'intervista fosse stata pubblicata... Di fatto, i vescovi ordinarono che nessuna testata cattolica pubblicasse questa intervista con l’Arcivescovo Lefebvre. (Un sentito ringraziamento a “SPL”, 300 Independence Ave., S.E., Washington, D.C. 20003) 
 
Intervista: Lei ha dibattuto e preso parte alle deliberazioni del Concilio Vaticano II, vero? Sì. Non firmò e non accettò le decisioni di questo Concilio? No. Innanzitutto io non ho firmato tutti i documenti del Vaticano II a causa degli ultimi due atti. Il primo, riguardo la “Religione e Libertà” [“La libertà religiosa” (Dich. Conc. «Dignitatis Humanae») – n.d.t. ] non l’ho firmato. neppure l'altro, quello de “La Chiesa nel  ..... mondo contemporaneo”, ho firmato. Questo secondo documento è, secondo la mia opinione, il più ispirato da modernismo e liberalismo.
Lei è noto non solo per non firmare i documenti, ma anche per opporvisi pubblicamente?
Sì. In un libro che ho pubblicato in Francia accuso il Concilio di errore su queste risoluzioni, e ho fornito tutti i documenti con i quali attacco la posizione del Concilio, principalmente le due risoluzioni sulle questioni della libertà religiosa e de “La Chiesa nel mondo contemporaneo” [Costituz. Conc. «Gaudium et Spes» - n.d.t. ]
Perché lei è contro queste deliberazioni?
Perché queste due decisioni sono ispirate da una ideologia liberale tale e quale ce la descrissero i papi di sempre, sarebbe a dire, una libertà religiosa così come intesa e promossa dai Massoni, gli umanisti, i modernisti e i liberali.
Cosa obietta loro?
Questa ideologia dice che tutte le culture sono uguali, tutte le religioni sono uguali, che non c’è una sola vera fede. Tutto ciò conduce quell’abuso ed errore che è la libertà di pensiero. Tutti questi errori sulla libertà, che sono stati condannati in tutti i secoli da tutti i papi, ora sono stati accettati dal Concilio Vaticano II.
Chi pose queste particolari decisioni all’ordine del giorno?
Credo ci fossero dei cardinali, assistiti da esperti teologici, che aderivano alle idee liberali.
Chi, per esempio?
Il Cardinale [Giuseppe] Frings dalla Germania, il Cardinale [Franz] Koenig [dall'Austria]. Questi personaggi si erano già riuniti e avevano già discusso queste risoluzioni prima del Concilio, e il loro preciso scopo era quello di fare un compromesso col mondo secolare, di introdurre le idee illuministe e moderniste nella dottrina della Chiesa.
C’erano dei Cardinali americani che sostenevano queste idee e risoluzioni?
Non ricordo ora i loro nomi, ma ce n’erano alcuni. Comunque, una forza trainante a favore di queste risoluzioni fu Padre John Courtney Murray.
Che ruolo ha avuto?
Ha svolto un ruolo molto attivo nel corso di tutte le deliberazioni e la redazione di questi documenti.
Lei fece presente al Papa [Paolo VI] la Sua preoccupazione ed inquietudine riguardo tali risoluzioni?
Io ho parlato al Papa. Ho parlato al Concilio. Ho fatto tre interventi pubblici, due dei quali depositati presso la segreteria. C’erano perciò cinque interventi contro queste decisioni del Vaticano II. Infatti, l'opposizione condotta contro queste decisioni fu tale che il Papa tentò di istituire una commissione allo scopo di conciliare le parti opposte all'interno del Concilio. Ne dovevano far parte tre membri, uno dei quali ero io. Quando i cardinali liberali videro che il mio nome era in questa commissione, andarono a trovare il Santo Padre e gli dissero senza mezzi termini che non avrebbero accettato questa commissione e che non avrebbero accettato la mia presenza in questa commissione. La pressione sul Papa fu tale che egli rinunciò all'idea. Io ho fatto tutto ciò che potevo per fermare queste decisioni, che giudico contrarie e distruttive della Fede cattolica. Il Concilio fu convocato legittimamente, ma allo scopo di diffondere tutte queste idee.
Ci furono altri Cardinali che La sostennero?
Sì. C’era Cardinale [Ernesto] Ruffini [di Palermo], il Cardinale [Giuseppe] Siri [di Genova] e il Cardinale [Antonio] Caggiano [di Buenos Aires].
Ci furono dei vescovi che La sostennero?
Sì. Molti vescovi sostennero la mia posizione.
Quanti vescovi?
Ci furono più di 250 vescovi. Costoro si erano anche costituiti in un gruppo allo scopo di difendere la vera Fede cattolica.
Cosa ne è stato di tutti questi sostenitori?
Alcuni sono morti; altri sono sparsi per il mondo; molti ancora mi sostengono nei loro cuori, ma hanno paura di perdere una posizione che pensano possa essere utile in un secondo momento.
Qualcuno La sta sostenendo oggi [1978]?
Sì. Per esempio, il Vescovo Pintonello dall'Italia, il Vescovo De Castro Mayer dal Brasile. Molti altri vescovi e cardinali spesso mi contattano per esprimermi il loro appoggio, ma al momento desiderano rimanere anonimi.
Per quanto riguarda quei vescovi che non sono liberali, ma Le si oppongono e La criticano?
La loro opposizione è basata su un’idea imprecisa sull’obbedienza al papa. È, forse, un'obbedienza in buona fede, che potrebbe essere riconducibile all'obbedienza degli ultramontani del secolo scorso, obbedienza che allora era buona perché i papi erano buoni. Tuttavia oggi è un’obbedienza cieca che ha poco a che fare con la pratica e l'adesione alla vera Fede cattolica. In questo momento è importante ricordare ai cattolici di tutto il mondo che l'obbedienza al papa non è una virtù primaria. La gerarchia delle virtù parte dalle tre virtù teologali di Fede, Speranza e Carità, seguite dalle quattro virtù cardinali di Giustizia, Temperanza, Prudenza e Fortezza. L'obbedienza è un derivato della virtù cardinale della Giustizia. Perciò è ben lungi dall’essere classificata prima nella gerarchia delle virtù. Alcuni vescovi non vogliono dare la minima impressione di disobbedire al Santo Padre. Io capisco come si sentono. E’ chiaro che sia molto spiacevole, se non molto doloroso.

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Suppone che il Santo Padre accetti queste particolari idee?
Sì. Le accetta. Ma non è solo il Santo Padre. È una tendenza generale. Le ho menzionato alcuni cardinali coinvolti in queste idee. Più di un secolo fa, società segrete, Illuminati, umanisti, modernisti e altri, di cui noi ora abbiamo tutti i testi e le prove, si stavano preparando per un Concilio Vaticano in cui avrebbero infiltrato le loro proprie idee per una chiesa umanista.
Crede che alcuni cardinali potrebbero essere stati membri di tali società segrete?
Non è una questione molto importante, in questo momento, se lo sono stati o no. Quello che è importante e grave è che, a tutti gli effetti, essi agiscono come se fossero emissari o servitori di società umaniste segrete.

lunedì 4 febbraio 2013

Monsignor Lefebvre. « Domine dilexi decorem domus ttiae et gloriam habitationis tuae »...

Giubileo sacerdotale
Parigi, 23 settembre 1979
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Nel nome del Padre, del Figlio e dello Spirito Santo. Così sia.
Fratelli carissimi, permettetemi, prima di iniziare le poche parole che vorrei rivolgervi nell'occasione di questa bella cerimonia, di ringraziare quanti hanno contribuito alla sua magnifica riuscita.
Personalmente, in occasione del mio giubileo sacerdotale, avevo pensato di fare una riunione attorno all'altare di Ecône in modo discreto e privato, ma il clero di S. Nicolas-du-Chardonnet e i cari sacerdoti che mi circondano hanno tanto insistito affinché permettessi a tutti coloro che lo
desiderassero di unirsi al mio ringraziamento e alla mia preghiera, che non ho potuto rifiutare. È per questo che oggi siamo riuniti così numerosi, venuti dappertutto, dall'America, da tutti i paesi dell'Europa libera, ancora liberi. Ed eccoci riuniti in occasione di questo giubileo sacerdotale.
Ed allora, come definire questa riunione, questa manifestazione, questa cerimonia? Un omaggio, un omaggio della vostra fede nel sacerdozio cattolico e nella santa Messa cattolica.
Penso realmente che è per questo che siete venuti, per manifestare il vostro attaccamento alla Chiesa cattolica e al più bel tesoro, al dono più sublime che Dio ha fatto agli uomini : il sacerdozio, ed il sacerdozio per il sacrificio, per il sacrificio di Nostro Signore continuato sugli altari.
Ecco perché siete venuti ed ecco perché siamo oggi circondati da un così gran numero di sacerdoti, venuti anche loro da ogni luogo, e che sarebbero stati molto più numerosi se non fosse domenica; infatti è loro dovere assicurare la santa Messa ai fedeli, ma il loro cuore è unito a noi, come ci hanno assicurato.
Vorrei tratteggiare, se permettete, qualche episodio di cui sono stato testimone durante la mia esistenza, durante questo mezzo secolo, per ben mostrare l'importanza che la Messa della Chiesa cattolica ha nella nostra vita, nella vita di un sacerdote, in quella di un vescovo e della Chiesa.
Giovane seminarista a Santa Chiara, al seminario francese di Roma, ci insegnavano l'amore per le cerimonie liturgiche. Ebbi, allora, il privilegio d'essere cerimoniere, (quello che chiamiamo il « primo cerimoniere » ) preceduto, d'altra parte, in questa carica da mons. Lebrun, già vescovo di Autun, e da mons. Ancel, tuttora ausiliare di Lione. Ero, dunque, primo cerimoniere sotto la dirczione del caro e reverendo padre Haegy, conosciuto per la sua competenza liturgica. Amavamo preparare l'altare e le cerimonie e, la vigilia dello svolgimento di un'importante cerimonia, era per noi una grande festa.
Abbiamo così imparato, ancora giovane seminarista, ad amare l'altare.
« Domine dilexi decorem domus ttiae et gloriam habitationis tuae ». È il versetto che recitiamo quando ci laviamo le mani all'altare. « Sì, Signore, ho amato lo splendore del vostro tempio, ho amato la gloria della vostra abitazione ».
Ecco cosa ci insegnavano al seminario francese di Roma, sotto la prestigiosa direzione del caro e reverendo padre Le Floch, padre amatissimo, padre che ci ha insegnato a vedere chiaro negli avvenimenti dell'epoca, commentandoci le encicliche dei papi.
Ordinato sacerdote nella cappella del Sacro Cuore di via Royale a Lille, il 21 settembre 1929 da mons. Liénart, partivo due anni dopo in missione per raggiungere mio fratello, che era già nel Gabon, e là incominciai ad imparare ciò che era la Messa.
Certamente conoscevo, per gli studi fatti, questo grande mistero della nostra fede, ma non ne avevo compreso tutto il valore, l'efficacia e la profondità. Ciò lo vissi giorno per giorno, anno per anno, in Africa e particolarmente nel Gabon dove trascorsi 13 anni della mia vita missionaria, prima nel seminario, poi nella savana, in mezzo agli africani, tra gli indigeni.
E là ho visto, sì, ho visto ciò che poteva la grazia della santa Méssa nelle anime sante di certi nostri catechisti. Quelle anime pagane, trasformate dalla grazia del battesimo, dall'assistenza alla Messa e dalla santa Eucarestia, comprendevano il mistero del Sacrificio della Croce e s'univano a Nostro Signore Gesù Cristo; nella sofferenza della sua Croce, offrivano i loro sacrifici e i loro patimenti con Nostro Signore Gesù Cristo, vivendo cristianamente.
Posso citare dei nomi: Paul Ossima di Ndjolé, Eugène Ndonc di Lambaréné, Marcel Mebale di Donguila e, continuando con un nome del Sénégal, il signor Forster, tesoriere di questo paese, scelto a ricoprire questa carica così importante dai suoi pari e dagli stessi musulmani per la sua onestà e integrità.

domenica 3 febbraio 2013

Monsignor Lefebvre: "Abbiamo voluto conservare i contatti con Roma sperando che la Tradizione ritrovasse un giorno i suoi diritti. Ma è stato tempo perso"...

Conferenza stampa di
Mons. Marcel Lefebvre

in vista delle consacrazioni episcopali del 30 giugno 1988

  Ecône, 15 giugno
1988


Ci siamo permessi di invitarvi come già abbiamo fatto tredici anni fa, nel 1975, al momento di avvenimenti difficili fra Roma ed Ecône e che ci riguardavano. Siamo di nuovo, si potrebbe dire, ad un’estate calda.
Prima di arrivare agli avvenimenti di questi ultimi giorni e dei giorni prossimi, vorrei prima di tutto farvi una piccola esposizione, così che comprendiate meglio la situazione e nei resoconti che scriverete nei giornali possiate riportare, in quanto possibile, dei racconti obiettivi.

Occorre piazzare gli avvenimenti che accadono oggi e che accadranno domani – in particolare la consacrazione episcopale dei quattro giovani vescovi del 30 giugno – nel contesto delle nostre difficoltà con Roma, non solo dopo il 1970, dopo la fondazione di Ecône, ma dopo il Concilio.

Al Concilio, io e in certo numero di vescovi abbiamo lottano contro il modernismo e contro gli errori che stimavamo inammissibili e incompatibili con la fede cattolica. Il problema di fondo è questo. Si tratta di un’opposizione formale, profonda, radicale, contro le idee moderne e moderniste che sono passate attraverso il Concilio.

Voi mi direte: ma cos’è che vuole dire con questo?

Ebbene, vi citerò alcuni elementi di questo modernismo. Per esempio l’accettazione dei Diritti dell’Uomo del 1789.
Parlo del diritto comune nella società civile di tutte le religioni, cioè il principio della laicità dello Stato.
Parlo dell’ecumenismo o l’associazione di tutte le religioni. È Assisi, è Kyoto, sono le visite alla Sinagoga, al tempio protestante.
E nella Chiesa, parlo della collegialità, con i sinodi, con le conferenze episcopali, parlo del cambiamento della liturgia, del cambiamento della catechesi, dell’aumento della partecipazione dei laici e delle donne negli ambiti religiosi.

Voi ne avete parlato nei vostri giornali, conoscete bene queste cose, perché tutto questo è apparso in occasione dei sinodi di Roma.

Parlo della negazione del passato della Chiesa. Vi è una lotta condotta all’interno della Chiesa per farne sparire il passato, per fare sparire la Tradizione della Chiesa.
Parlo di questa continua persecuzione contro coloro che vogliono restare cattolici, come lo erano i papi prima del Vaticano II.

Ecco qual è la nostra posizione. Noi continuiamo ciò che i papi hanno insegnato e hanno fatto prima del Vaticano II. Noi ci opponiamo a ciò che adesso hanno fatto i papi Giovanni XXIII, Paolo VI e Giovanni Paolo II, perché hanno compiuto una rottura con i loro predecessori. Noi preferiamo la Tradizione della Chiesa all’opera di pochi papi che si oppongono ai loro predecessori.
Tuttavia, nel corso di questi anni abbiamo voluto conservare i contatti con Roma, da dopo il 1976, quando abbiamo ricevuto la «sospensione a divinis» perché continuavamo a fare delle ordinazioni sacerdotali. Abbiamo voluto conservare i contatti con Roma sperando che la Tradizione ritrovasse un giorno i suoi diritti. Ma è stato tempo perso.
 
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Di fronte al rifiuto di Roma di prendere in considerazione le nostre proteste e le nostre richieste di ritorno alla Tradizione e al cospetto della mia età – poiché io oggi ho 82 anni, sono nel mio 83 anno, ed è evidente che sento avvicinarsi la fine – mi serve un successore. Non posso lasciare cinque seminari sparsi nel mondo senza un vescovo che possa ordinare questi seminaristi, poiché non si possono fare dei sacerdoti senza un vescovo. E fintanto che non ci sarà un accordo con Roma, non ci sarà alcun vescovo che accetterà di fare delle ordinazioni. Dunque mi trovo in un assoluto vicolo cieco e di fronte ad una scelta: o morire e lasciare i miei seminaristi nell’abbandono, lasciare orfani i miei seminaristi, o fare dei vescovi. Non ho scelta.
Allora ho chiesto a Roma più volte: lasciatemi fare dei vescovi, permettetemi di avere dei successori. È per questo che lo scorso 29 giugno [1987] ha fatto un’allusione chiara nella mia predica qui a Ecône in occasione dell’ordinazione dei seminaristi. Dissi che avrei fatto delle consacrazioni episcopali perché Roma non vuole ascoltarmi, non vuol capire e ci abbandona. Io mi vedo obbligato a darmi dei successori. Di conseguenza il prossimo 25 ottobre consacrerò dei vescovi per la mia successione.
Grande agitazione a Roma!

Fu a partire da quella dichiarazione che Roma si è smossa, profondamente, e così ho ricevuto una lettera il 28 luglio, dopo aver incontrato il cardinale Ratzinger il 14 luglio, al quale dissi: «o Roma mi permette di fare dei vescovi o me li faccio da me». Nella sua lettera del 28 luglio il cardinale Ratzinger mi rispose: «Per quanto riguarda i vescovi bisogna attendere che la vostra Fraternità venga riconosciuta. Per il resto, possiamo forse farvi delle concessioni, sulla liturgia, sull’esistenza dei vostri seminari e poi come di regola inviarvi un visitatore».

In effetti, io avevo chiesto una visita perché ci conoscessero, visto che non ci conoscono, che non vengono a vederci. Vi è stata dunque un’apertura da parte di Roma, in quel momento.
Confesso che ho molto esitato. Dovevo accettare questa apertura o dovevo rifiutarla? Ero molto portato a rifiutarla perché non ho alcuna fiducia in queste autorità romane, devo dirlo, poiché le loro idee sono completamente opposte alle nostre. Non siamo affatto sulla stessa lunghezza d’onda, dunque non avevo alcuna fiducia.

Siamo sempre stati perseguitati, era ancora l’epoca di Port-Marly, della persecuzione di Don Lecareux per le sue parrocchie, approvate da Roma peraltro, visto che i vescovi sono approvati da Roma. Tutto questo non ci ispirava affatto la fiducia di metterci nelle mani di Roma, di una Roma che combatteva la Tradizione.